Filmes de Máfia sempre foram os meus preferidos. Nessa lista soberba encontram-se clássicos como The Godfather (1972) e Scarface (1983), cujas frases célebres são tão memoráveis (inclusive já foram citadas neste blog, vide: “Um Tiozão e sua Van”) quanto à interpretação de seus grandes atores tais quais Marlon Brando, Al Pacino, Robert DeNiro, etc. Mas o que tem de mais nesses filmes que a priori tratam de homens orgulhosos matando-se uns aos outros? Bom, evidentemente que pra mim isso já seria motivo mais do que suficiente para que estes encabeçassem a lista dos meus prediletos. Todavia, como tenho que encontrar razões mais satisfatórias (Mentira! Não tenho não!) abaixo serão citados essas que são a causa de tal preferência.
1. Apesar de criminosos, i mafiosi eram homens de honra. Honra (s.f. 2. Sentimento de dignidade própria) é uma virtude praticamente perdida nos tempos atuais, porém que desperta fascínio. Tais quais os homens da máfia, assim também eram os Samurai do Japão, os Cavaleiros da Idade Média, entre outros personagens históricos no que diz respeito a essa questão. Cada um dos quais seguindo seus próprios códigos de conduta que carregam em si certo charme. Afinal, existe algo mais cativante do que um assassino com código de honra?!
2. Suas já comentadas frases de efeito. Não há outro gênero cinematográfico que detenha falas tão incrivelmente “fodásticas”. No entanto, apesar da máfia italiana ser para mim muito mais envolvente, vale salientar aqui uma inesquecível cena do filme Pulp Fiction (1994) do irreverente diretor Samuel do Skank, opa! Quero dizer Playmobil, não, não! A sim! Quentin Tarantino, com os atores Samuel L. Jackson e John Travolta, segundo a qual o personagem de Samuel após uma excepcional atuação cita a passagem bíblica Ezequiel 25:17 e em seguida manda bala no infeliz a queima roupa (esse sim é o puro significado do adjetivo fodástico).
3. Aquilo que eu chamo de “Kit Wiseguy”: ternos, sapatos e chapéus italianos, charutos cubanos e whiskies escoceses.
4. As fantásticas lendas e nomes da Cosa Nostra. Das cinco famílias de Nova York às origens sicilianas.
5. O “Dez Mandamentos” da máfia. Sim, os criminosos também têm seus mandamentos.
Como podem notar há uma gama de razões para tal paixão e poderia dissertar sobre as mesmas por várias estrofes, contudo cabe a esse texto abordar brevemente esse meu interesse para depois discutir questões menos triviais em posts vindouros, então compartilhá-los com as gerações futuras (fazer o que? Eu sou o defensor dos fracos e oprimidos!).
Isso ai minha gente, a máfia é mesmo bem mais do que um Chefão, capangas, anel no mindinho e uma “porrada” de balas comendo solto.
Nããh... Ela é exatamente isso!



