Coisas que aprendi jogando Video Game  

Posted by Ricco

Certa vez estava minha pessoa pegando jacaré nas “marolinhas” do mundo online quando pude me deparar com uma lista de 50 itens de coisas que pudemos aprender com o advento do abençoado aparelho eletrônico batizado de Video Game. Aahhh o video game... Ao longo de minha vida acompanhei seu desenvolvimento, desde o famigerado Master System.

Nessa época eu vivi o sonho de todo garoto. Exatamente nos anos dourados do surgimento do Mega Drive e o posterior Super Nintendo, meu pai foi um pioneiro, eu diria um messias, quando criou uma das primeiras lojas locadora de games (pelo menos da minha região – interior de São Paulo), daquelas com toda sorte de fitas que eram adquiridas semanalmente no antro do mundo das falsificações (La garantia soy yo!). A molecada se internava naquele espaço e só saiam de lá com os olhos vermelhos, os dedos doendo, as camisetas esgarçadas (devido aos incontáveis “meia-lua”) e sem moedinhas de tanto jogar, e eu possuía o status de quase semideus por ter o direito de testar e jogar todos esses games for free (se você chegou até aqui muito provavelmente deve estar me xingando).

Sem mais delongas, por que falar sobre o universo dos games é fonte inesgotável de conteúdo capaz de preencher imensuráveis posts futuros, a lista em questão cresceu e hoje se pode encontrar listas de até 100 coisas. O que fiz foi copiar, selecionar as 10 melhores e modificá-las ao meu bel prazer (Eu sou um tirano – Muwaa há há há!). A seguir se depararão com todos os ensinamentos armazenados nos melhores anos de minha vida.

1. A vida não tem continues infinitos.


2. Meia lua para frente + soco forte = algo interessante.


3. Nem tudo na vida é Save Game. Portanto, nunca deixe de anotar o Password.


4. No final das contas, você se fode para salvar o mundo ou uma mulher.


5. As melhores épocas de nossas vidas são as fases bônus.


6. Pouco me importa se não adianta nada, morremos apertando Start para a introdução passar mais rápido.


7. Se você começar sua aventura ao lado de uma garota. Sorria: Você vai pegar ela no final.

8. Select é tão útil quanto o Scroll Lock ou um bloco amarelo com uma exclamação.


9. Os melhores itens você sempre ganha após já ter terminado o jogo.


10. Na vida algumas vezes entramos pelo cano outras andamos nas nuvens.

Pois é, Continuaremos a jogar video game mesmo estando velhos demais para tanto.

... Ou até o próximo GAME OVER!

Homens de Honra  

Posted by Ricco


Filmes de Máfia sempre foram os meus preferidos. Nessa lista soberba encontram-se clássicos como The Godfather (1972) e Scarface (1983), cujas frases célebres são tão memoráveis (inclusive já foram citadas neste blog, vide: “Um Tiozão e sua Van”) quanto à interpretação de seus grandes atores tais quais Marlon Brando, Al Pacino, Robert DeNiro, etc. Mas o que tem de mais nesses filmes que a priori tratam de homens orgulhosos matando-se uns aos outros? Bom, evidentemente que pra mim isso já seria motivo mais do que suficiente para que estes encabeçassem a lista dos meus prediletos. Todavia, como tenho que encontrar razões mais satisfatórias (Mentira! Não tenho não!) abaixo serão citados essas que são a causa de tal preferência.

1. Apesar de criminosos, i mafiosi eram homens de honra. Honra (s.f. 2. Sentimento de dignidade própria) é uma virtude praticamente perdida nos tempos atuais, porém que desperta fascínio. Tais quais os homens da máfia, assim também eram os Samurai do Japão, os Cavaleiros da Idade Média, entre outros personagens históricos no que diz respeito a essa questão. Cada um dos quais seguindo seus próprios códigos de conduta que carregam em si certo charme. Afinal, existe algo mais cativante do que um assassino com código de honra?!

2. Suas já comentadas frases de efeito. Não há outro gênero cinematográfico que detenha falas tão incrivelmente “fodásticas”. No entanto, apesar da máfia italiana ser para mim muito mais envolvente, vale salientar aqui uma inesquecível cena do filme Pulp Fiction (1994) do irreverente diretor Samuel do Skank, opa! Quero dizer Playmobil, não, não! A sim! Quentin Tarantino, com os atores Samuel L. Jackson e John Travolta, segundo a qual o personagem de Samuel após uma excepcional atuação cita a passagem bíblica Ezequiel 25:17 e em seguida manda bala no infeliz a queima roupa (esse sim é o puro significado do adjetivo fodástico).

3. Aquilo que eu chamo de “Kit Wiseguy”: ternos, sapatos e chapéus italianos, charutos cubanos e whiskies escoceses.

4. As fantásticas lendas e nomes da Cosa Nostra. Das cinco famílias de Nova York às origens sicilianas.

5. O “Dez Mandamentos” da máfia. Sim, os criminosos também têm seus mandamentos.

Como podem notar há uma gama de razões para tal paixão e poderia dissertar sobre as mesmas por várias estrofes, contudo cabe a esse texto abordar brevemente esse meu interesse para depois discutir questões menos triviais em posts vindouros, então compartilhá-los com as gerações futuras (fazer o que? Eu sou o defensor dos fracos e oprimidos!).

Isso ai minha gente, a máfia é mesmo bem mais do que um Chefão, capangas, anel no mindinho e uma “porrada” de balas comendo solto.

Nããh... Ela é exatamente isso!

O POP da Massa Globalizada  

Posted by Ricco


Um dos significados da palavra POP segundo o "pai dos burros" seria: tudo aquilo que a massa globalizada considera prioritário para consumo cultural. Pois bem, Ultimamente tenho andado muito nervoso com os meios de comunicação rádio difusores (A porra das músicas que são transmitidas via rádio para ser mais exato). A verdade é que atualmente é mais agradável ouvir propagandas quando estou dirigindo do que músicas pop norte-americanas cujos cantores parecem mais atores circenses ou seres advindos de filmes de ficção científica, Lady Gaga quem o diga. Quem disse que eu gosto de ouvir essa infeliz cantar cara? Como isso pode ser prioritário ao meu consumo cultural diário? Ninguém gosta! Fomos obrigados a gostar para nos sentirmos inseridos nessa massa globalizada, a cultura predominante no globo terrestre.

Como se não bastasse, ainda existe aquela febre (sinceramente, esta mais para uma doença como um todo do que para um sintoma em particular, uma epidemia) de sujeitos no maior estilo High School Musical com seus trinta e tantos anos pagando de colegiais compondo suas letras que abordam quase que essencialmente relacionamentos superficiais e sofrimentos de primeiro amor (NxZero, Cine e outros caralhos = totalmente gay. Fato!). Quando não, lançam nas paradas Justin Bieber, um garoto de 16 anos que ainda nem viveu aquilo que suas letras relatam (eu estou muito puto, extremamente e com sono).

Exatamente nesse ponto é que se concentram boa parte de minha indignação. Citando um exemplo, sabe qual a diferença entre o Renato Russo e o Cazuza? O último viveu tudo aquilo que compunha. Suas letras poéticas não só tratavam de forma sublime suas angústias, aversões, repulsas, como também sua “vida louca, vida, vida breve...”. Nesse contexto, como posso me aquietar diante de tamanha mortificação da música?

Nessas horas eu me pergunto (aliás, faço muitas reflexões absurdas, pode apostar): Onde está o espírito rebelde dos anos 70-80? Onde estão os artistas que revolucionavam? Onde estão aqueles que nos faziam pensar, questionar, indignar-se com o mundo? Cadê a inteligência da merda da massa globalizada e o seu consumo cultural descente?!

Bom, poderia ser pior... Créééu, crééu, créééu...

Jorge Carlos, o homem que esperava.  

Posted by Ricco

Quem gosta de esperar? Que ser em sã consciência é capaz de tal ato tão sobre-humano? Pra que tantas perguntas idiotas? Bom, o que mais vocês queriam de um blog que propõe dissertar sobre coisas tão inúteis quanto essa? O fato é que numa dessas minhas viagens insanas que ocorrem diariamente em minha mente ociosa pude imaginar um indivíduo de tamanha façanha e sua graça é Jorge Carlos.

O Sr. Carlos leva uma vida normal como qualquer outra pessoa normal em um mundo normal onde nada de exatamente estranho acontece, exceto que o senhor em questão possui algo de extraordinário, algo como o Peter Parker de Stan Lee, mas digamos que seria alguma coisa menos extra e mais ordinária, ou patética como queiram. Jorge simplesmente adora esperar, não esperar qualquer coisa em particular, unicamente esperar, é o prazer da vida dele.

JC (ter as mesmas iniciais do Nosso Salvador é mera coincidência, ok?) gosta tanto de esperar que marca dentista todas as semanas. Fiquei imaginando a cena, um sujeitinho singular sentado nos “super hiper mega ultra” desconfortáveis acentos existentes em qualquer sala de espera que propõem talvez tornar a sua sina de aguardar horas e horas ainda mais desagradáveis. Pode ser que haja pessoas por trás disso que adoram o sofrimento alheio e por isso concluem que deixar pobres almas desamparadas e desesperadas em bancos e sofás baratos com revistas que datam do século passado sobre fofocas, cortes de cabelo e como perder dez quilos em quatro semanas seja a visão do paraíso para os mesmos.

Contudo, voltando ao foco de minha criação, imagine um sujeito que ama tudo isso (não, não é merchandising do McDonald’s), ele estampa em suas feições um sorriso largo e constante toda vez que tem que aguardar algo. O que mais pode se pensar de alguém que esperou 10 meses para nascer. Na verdade JC nem dorme, ele espera amanhecer.

Dessa forma, voltando ao âmbito das questões tenho certeza que vocês já devem ter pensado:

- Poxa, por que Jorge Carlos?

- Por que esse nome?

- Que merda é essa que você esta falando Ricardo?!

Calma, calma. Primeiro que JC não gostaria nem um pouco de toda essa pressa. Então eu vos pergunto: Pra que outro nome? Eu quis assim e assim vai ser e também escrevo aqui o que bem entender a respeito das peripécias criativas da minha imaginação. Esse blog é meu caralho! O que vocês têm contra JC? É tão bonitinho!

Enfim, se você ainda não percebeu esse texto é na verdade para tratar do ser humano e sua tentativa incessante de não desperdiçar qualquer segundo, vivendo sempre no próximo minuto, escravo eterno de sua própria criação: O Tempo.

Mentira! É claro que esse texto é sobre Jorge Carlos, afinal ele é mesmo uma criatura de fato intrigante...